Sim, quem não tem útero pode ter câncer de ovário, desde que os ovários não tenham sido removidos durante a cirurgia. A histerectomia retira o útero, mas, em muitos casos, os ovários permanecem no organismo e continuam sujeitos ao desenvolvimento de doenças.
É comum que mulheres que passaram por uma histerectomia tenham dúvidas sobre a necessidade de continuar acompanhando a saúde ginecológica.
Muitas acreditam que, após a retirada do útero, deixam de estar expostas a doenças ginecológicas, mas isso nem sempre é verdade.
O risco de câncer de ovário depende principalmente da permanência dos ovários, do histórico familiar, da presença de mutações genéticas e de outros fatores individuais.
Neste artigo, você entenderá quando o câncer de ovário ainda pode ocorrer após a histerectomia, quais fatores aumentam o risco e quando procurar avaliação especializada.
- Qual é a diferença entre útero e ovários
- Quem não tem útero pode ter câncer de ovário?
- Em quais situações os ovários permanecem após a histerectomia
- A retirada dos ovários elimina totalmente o risco de câncer?
- Quais fatores aumentam o risco de câncer de ovário
- Pontos principais sobre quem não tem útero pode ter câncer de ovário
- Quando manter o acompanhamento ginecológico após a histerectomia
- Quais sinais merecem investigação médica
- Onde buscar avaliação especializada em ginecologia oncológica
- Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre útero e ovários
Embora façam parte do sistema reprodutor feminino, útero e ovários possuem funções diferentes.
O útero é o órgão responsável por receber o embrião durante a gestação e permitir o desenvolvimento da gravidez.
Já os ovários produzem os hormônios femininos, como estrogênio e progesterona, além de armazenarem e liberarem os óvulos ao longo da vida reprodutiva.
Essa diferença é importante porque uma cirurgia pode remover apenas o útero, preservando os ovários.

Quem não tem útero pode ter câncer de ovário?
Sim.
Quando a cirurgia realizada foi apenas uma histerectomia total ou histerectomia subtotal, os ovários podem permanecer intactos.
Nessas situações, o epitélio ovariano continua presente e, portanto, ainda existe a possibilidade de desenvolvimento de um carcinoma epitelial de ovário, que representa o tipo mais frequente da doença.
Por isso, retirar o útero não significa eliminar automaticamente o risco de câncer de ovário.
Em quais situações os ovários permanecem após a histerectomia
A permanência dos ovários depende do tipo de cirurgia indicada.
Na histerectomia, o útero é removido, mas os ovários podem ser preservados, especialmente quando não existe indicação médica para sua retirada.
Essa conduta é relativamente comum em mulheres mais jovens, pois permite manter a produção hormonal natural e evitar uma menopausa cirúrgica precoce.
Já em outras situações pode ser realizada a:
- ooforectomia (retirada de um ou dos dois ovários);
- salpingo-ooforectomia bilateral, que remove ovários e trompas de Falópio.
A escolha depende da idade da paciente, do motivo da cirurgia e dos fatores de risco individuais.
A retirada dos ovários elimina totalmente o risco de câncer?
A retirada dos ovários reduz de forma significativa o risco de desenvolver câncer de ovário.
Entretanto, ela não elimina completamente a possibilidade de surgimento de um câncer peritoneal primário, doença rara que pode apresentar características semelhantes ao câncer de ovário.
Além disso, mulheres com síndrome de predisposição hereditária, especialmente aquelas com mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, devem manter acompanhamento especializado mesmo após procedimentos preventivos.
Cada caso deve ser avaliado individualmente pelo médico.
Quais fatores aumentam o risco de câncer de ovário
Diversos fatores podem influenciar o desenvolvimento da doença.
Entre eles estão:
- idade avançada;
- histórico familiar de câncer de ovário ou mama;
- mutações genéticas hereditárias, como BRCA1 e BRCA2;
- síndromes hereditárias relacionadas ao câncer;
- algumas condições ginecológicas específicas.
Vale destacar que muitas mulheres diagnosticadas com câncer de ovário não apresentam fatores de risco conhecidos, reforçando a importância da atenção aos sintomas.
Pontos principais sobre quem não tem útero pode ter câncer de ovário
- A retirada do útero não elimina automaticamente o risco de câncer de ovário, pois os ovários podem permanecer após a cirurgia.
- Mulheres que realizaram apenas a histerectomia continuam necessitando de acompanhamento ginecológico quando os ovários foram preservados.
- A remoção dos ovários reduz significativamente o risco de câncer de ovário, mas não elimina totalmente a possibilidade de câncer peritoneal primário.
- Histórico familiar, mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 e outras síndromes hereditárias aumentam o risco para câncer de ovário.
- Sintomas persistentes, como dor abdominal, aumento do volume da barriga e sensação de saciedade precoce, devem ser investigados.
- Exames como ultrassonografia transvaginal e marcador tumoral CA-125 podem ser indicados em situações específicas, sempre conforme avaliação médica.
- O acompanhamento com uma equipe especializada em ginecologia oncológica contribui para uma investigação adequada e para o diagnóstico precoce quando necessário.
Quando manter o acompanhamento ginecológico após a histerectomia
Mesmo após a retirada do útero, muitas mulheres devem continuar realizando consultas ginecológicas periódicas.
O acompanhamento é especialmente importante quando:
- os ovários foram preservados;
- existe histórico familiar de câncer ginecológico;
- há predisposição genética conhecida;
- surgem sintomas persistentes que necessitam investigação.
Durante a avaliação, o médico poderá indicar exames como a ultrassonografia transvaginal e, em situações específicas, solicitar o marcador tumoral CA-125, sempre de acordo com a indicação clínica.
É importante destacar que esses exames não são utilizados como rastreamento de rotina para mulheres sem sintomas e sem fatores de risco.
Quais sinais merecem investigação médica
O câncer de ovário costuma apresentar sintomas discretos nas fases iniciais, o que pode dificultar o diagnóstico precoce.
Alguns sinais que merecem atenção incluem:
- aumento persistente do volume abdominal;
- sensação frequente de estufamento;
- dor pélvica ou abdominal persistente;
- dificuldade para se alimentar ou saciedade precoce;
- necessidade frequente de urinar;
- alterações intestinais sem causa aparente.
Quando esses sintomas persistem por vários dias ou semanas, é importante procurar avaliação médica.

Onde buscar avaliação especializada em ginecologia oncológica
Mulheres que apresentam fatores de risco, histórico familiar ou sintomas persistentes devem ser avaliadas por uma equipe especializada.
Na Clínica Belize, o atendimento em é realizado de forma individualizada, considerando o histórico clínico, os fatores de risco e as necessidades de cada paciente.
Quando necessário, podem ser solicitados exames complementares para investigação e definição da melhor conduta.
Realizou uma histerectomia ou apresenta dúvidas sobre o risco de câncer de ovário? Agende uma avaliação na Clínica Belize!
Perguntas frequentes
Como começa o câncer de ovário?
O câncer de ovário geralmente se desenvolve de forma silenciosa, sem causar sintomas nas fases iniciais. Com o crescimento da doença, podem surgir sinais como desconforto abdominal, sensação de estufamento, alterações no hábito intestinal ou dificuldade para se alimentar.
Como fica a barriga de quem tem câncer de ovário?
Algumas mulheres podem perceber aumento do volume abdominal ou sensação persistente de inchaço. Esse sintoma pode ocorrer devido ao crescimento do tumor ou ao acúmulo de líquido na cavidade abdominal em casos mais avançados, mas também pode estar relacionado a outras condições não cancerígenas.
O que a pessoa sente quando está com câncer no ovário?
Os sintomas podem incluir dor ou desconforto na região pélvica, sensação de barriga inchada, saciedade precoce, necessidade frequente de urinar e perda de apetite. Como esses sinais também podem estar presentes em outras doenças, é importante procurar avaliação médica quando forem persistentes ou recorrentes.








